CONGRESSO OA | Discurso da Presidente do CDRS na Sessão Solene de Abertura do 15º Congresso dos Arquitectos

15º Congresso dos Arquitectos (25, 26 e 27 de Outubro)

CENTRO DE CONGRESSOS DO ARADE, Lagoa


Ex.ma Senhora Dr.ª Célia Ramos, Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza; Ex.mo Senhor Francisco Malveiro Martins, Presidente da Câmara Municipal de Lagoa; Ex.mo Senhor Arq. Alexandre Burmester, Presidente do Congresso. Caros Colegas: José Manuel Pedreirinho, Presidente do Conselho Directivo Nacional; Cláudia Costa Santos, Presidente do Conselho Directivo Regional do Norte,


As minhas palavras dirigem-se, em primeira instância, aos Arquitectos Portugueses e, em especial, aos que tiveram ocasião e disponibilidade para marcarem presença neste Congresso.

Cumprimento de forma muito especial e calorosa os Arquitetos que pertencem à Secção Regional Sul, sobretudo os Membros da Região do Algarve que nos recebem nos próximos dias. Obrigada por estarem aqui e por ajudarem a construir caminhos de futuro para a nossa profissão, e também para a Arquitetura com assinatura portuguesa.


Nos próximos dias esta é a nossa casa-comum. Vamos trabalhar em conjunto para que este 15.º Congresso subordinado ao tema “O Património Arquitectónico e Paisagístico” seja um sucesso. Assim, e desde já: um cumprimento especial à Mesa do Congresso que vai conduzir os trabalhos, Alexandre Burmester, Presidente, Daniel Couto e José Maria Assis, vice-presidentes, Inês Cortesão e Paulo Rodrigo, secretários.


Uma palavra especial também, de agradecimento aos colegas da Comissão Organizadora e da Comissão Executiva que se envolveram na concepção e produção deste evento. Todos sabemos que não é tarefa fácil e, por isso, a todos os envolvidos e resistentes, aqui fica o obrigado da Secção Regional Sul da nossa Ordem. E obviamente o meu especial agradecimento aos vogais do CDRS destacados para o Congresso, bem como aos nossos funcionários, sempre empenhados no seu trabalho.


Finalmente.... ainda nos cumprimentos.... uma palavra para toda a mesa: à Senhora Secretária de Estado, pela honrosa presença institucional, que muito agradecemos; ao Senhor Presidente da Câmara, uma palavra de grande apreço como nosso anfitrião nos próximos dias.... e, dentro de casa, aos Órgãos Dirigentes – Conselho Directivo Nacional e Secção Regional Norte, a quem desejo, desde já, Caros Colegas, um excelente e produtivo congresso.


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Senhora Secretária de Estado, caros colegas e convidados: Iremos, da parte da tarde, ter a oportunidade de escutar as intervenções de alguns colegas que apresentarão recomendações e moções. Nos restantes dias, debates e comunicações. É assim que conseguimos evoluir na prática da nossa profissão e melhorar a ligação que temos com todos: com quem nos relacionamos, ao nível público e privado. Valorizar a profissão, valorizar a arquitetura, esse é um objetivo que nos convoca a todos. Tenhamos, ou não, responsabilidades associativas e/ou directivas,


Não nos podemos esquecer que, o mandato que exercemos é em representação dos Arquitetos, por isso o meu desafio é simples: apresentem as Recomendações, apresentem as Moções, os Debates e Comunicações e discutamo-las. Confrontemos ideias e desbravemos novos caminhos de valorização da profissão e da arquitetura, sempre, mas sempre através do diálogo positivo e da permuta construtiva de diversos pontos de vista.


A Secção Regional Sul da Ordem é uma Secção aberta a ouvir... quer fazer caminho, quer inovar, quer prestar mais e melhor serviço, quer ser a voz dos Arquitetos do Sul, para dentro e para fora de portas.


Temos o nosso caminho, o nosso plano, e as nossas prioridades, mas temos, sobretudo, uma grande abertura para recolher contributos e ideias que nos façam melhorar. Que os trabalhos nos tragam pontos de vista com novidade e com conteúdo!


A intervenção ordenada no Território obriga a uma visão multidisciplinar e interdisciplinar. A Arquitectura está, evidentemente nessa equação. O ordenamento precisa de arquitectos que também trabalhem com profissionais de outras disciplinas. Mas mais do que o ordenamento do território, procuramos a VALORIZAÇÃO do território. Os arquitectos acrescentam valor a esse importante objetivo de termos um país mais ordenado, cujo território está bem ordenado, é um país socialmente mais justo, mais coeso e mais equitativo. Porque o território, e o seu ordenamento, visam seguramente salvaguardar e proteger valores ambientais, paisagísticos, ecológicos, entre outros, mas visam, sobretudo, a melhoria da vida das pessoas, das populações. Ora, é justamente aí que entramos, porque a Arquitectura, não sendo uma ciência social e humana, serve as pessoas. A Arquitectura está presente onde estão as pessoas e a pegada que deixa, o legado que institui, a herança que passa, traduz-se numa palavra: PATRIMÓNIO. E é de Património que falamos neste Congresso, de “Património Arquitectónico e Paisagístico”.


O repto que lançamos é o de encontrarmos soluções conjuntas e partilhadas para a Salvaguarda, Proteção e Valorização do Património. O Património enfrenta um vasto conjunto de problemas, de ameaças e de desafios, que não são de agora e que não cabe ao Governo, por si só, resolver. Esta é uma matéria que convoca a todos. Os Arquitectos podem dar um contributo valioso para este objetivo. O Património deve ter tutela transversal no âmbito governativo, porque estamos a falar de um problema que não é meramente sectorial. Deve ser assumido por todos os poderes de interesse público Nacional.


Queremos continuar a ser indutores de mudança na relação com o Património. Já demos provas disso. Queremos ser agentes activos da sua Promoção, Salvaguarda e Valorização. Portugal tem de ter uma estratégia efectiva nacional para a Valorização do Património com consequências, e os Arquitetos Portugueses têm um papel a desempenhar nesse âmbito.

Senhora Secretária de Estado desde já, demonstramos a nossa inteira disponibilidade para dialogarmos com todos os poderes públicos, e darmos os nossos contributos para esta temática que tanto nos diz a todos, individualmente e como classe profissional, e que deve ser assumido por todos os poderes públicos de forma plena e consciente, sendo este um tema de interesse público Nacional.


Muito obrigada

Paula Torgal



Foto: OASRS