6/27/2007
Nunes Correia na Trienal de Lisboa
Nunes Correia na Trienal de Lisboa
Na abertura da Trienal de Arquitectura, o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional falou dos desafios que se colocam ao «coração» das cidades, grande tema da conferência de abertura. Senhor Comissário Geral da Trienal de Arquitectura de Lisboa, Arq. José Mateus, Senhora Presidente da Secção Sul da Ordem dos Arquitectos, Arqª Leonor Cintra, Senhores Comissários da Conferência, Arq. Luis Fernandez-Galiano, Arq. Paulo Martins Barata, e Arq. Luís Tavares Pereira, Minhas Senhoras e meus Senhores Lisboa vai ser nas próximas semanas, o «coração» da Arquitectura com a presença entre nós da Trienal de Arquitectura e de todas as actividades que lhe estão associadas. Esta Conferência Internacional que aqui abrimos marca o início dos eventos e constitui uma iniciativa muito relevante para a discussão dos problemas que se colocam às cidades, ao seu desenvolvimento, à dinâmica das relações dos seus centros com as redes que as envolvem e, em geral, para a discussão de toda a panóplia de problemas e desafios que se colocam às cidade e ao seu «coração», no presente e no futuro. Esta iniciativa realiza-se num momento de particular importância, quando está prestes a começar a Presidência Portuguesa da União Europeia, e constituirá, certamente, um fórum de debate alargado e especializado para as questões da arquitectura, do edificado, do espaço público, da gestão e do desenvolvimento urbanos, do território, do ambiente, em escalas e dimensões interligadas e interdependentes. Do ponto de vista do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional revela-se também de grande oportunidade, dado que os temas aqui em debate têm muitos pontos de contacto com programas que têm vindo a ser apresentados e divulgados no âmbito deste Ministério, demonstrando a importância que dedicamos ao desenvolvimento de políticas públicas nestes domínios. Qualidade de vida Concretamente, no domínio desta Conferência, «o coração da Cidade», a atenção incide essencialmente nas problemáticas do crescimento da cidade, das suas relações centro-periferia, da requalificação urbana, do envolvimento dos cidadãos, da competitividade e cosmopolitismo a nível global, das relações de mudança e perenidade, da imagem e das representações urbanas. Esses são importantes desafios para o futuro das cidades, que importa analisar no quadro das experiências desenvolvidas no País, e das quais será possível retirar ensinamentos e perspectivas para desenvolver melhores cidades e dar mais qualidade à vida dos seus habitantes. Desenvolvemos, muito recentemente um conjunto de realizações que procuraram apresentar, reflectir e perspectivar para o futuro, as iniciativas do programa Polis, aqui muito próximo, no pavilhão de Portugal que, como sabem, constitui um importante ex-libris da arquitectura portuguesa, que irá albergar o pólo I desta Trienal. Na exposição e no ciclo de conferências, que então organizámos e que foram amplamente participados, foi possível divulgar algumas das realizações que foram concretizadas no âmbito das intervenções que tiveram lugar no coração de 39 cidades portuguesas. Em Portugal, durante décadas, a requalificação urbana passou principalmente pelo saneamento das zonas urbanas mais recentes e por intervenções de carácter mais avulso, de embelezamento nas zonas históricas, voltadas essencialmente para uma imagem de qualidade turística e menos para a fruição das populações, em detrimento de projectos mais abrangentes de regeneração das cidades. «Recuperação de ‘vazios’»
O Polis, Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental
|
||