27 de Maio (Adiado) 18 e 26 de Junho
Arquitectura e Sustentabilidade Energética
Data: 18 e 26 de Junho
Formadores: Eng. Maria João Rodrigues e Eng. João Parente
Local: Auditório da Sede da Ordem dos Arquitectos
Duração: 4h (cada Workshop)
ÂMBITO
A arquitectura tem vindo crescentemente a reconhecer o papel fundamental que lhe está reservado no estabelecimento de uma futura sociedade mais sustentável. Neste contexto, a arquitectura sustentável emerge actualmente não como uma corrente de estilo, não como um princípio estético, mas sim associada a um conjunto de princípios orientadores que subjazem ao processo arquitectónico. A materialização destes princípios, desde os mais simples aos mais complexos, tem vindo a ser progressivamente facilitada, servida e alimentada por novas soluções técnicas, quer ao nível dos materiais quer ao nível dos elementos e sistemas construtivos, que abrem as possibilidades de abordagem formal do arquitecto. Igualmente, têm vindo a ser disponibilizadas ferramentas de apoio ao projecto e à tomada de decisão que permitem uma análise informada do custo/benefício das diversas opções, numa perspectiva de ciclo de vida, quer em termos ambientais quer económicos.
No contexto Português, e reconhecendo o peso que os edifícios têm no consumo energético nacional, o Estado tem vindo a regulamentar de forma crescentemente exigente o mercado da construção. Em particular, no que se refere a edifícios residenciais, bem como ao desempenho passivo das restantes tipologias, encontra-se em vigor, desde Julho de 2006, o Regulamento das Características do Comportamento Térmico de Edifícios revisto (RCCTE, Decreto-Lei 80/2006), que introduz uma maior exigência nos níveis de conforto térmico e nas formas, que se pretendem mais sustentáveis, de alcançar esse mesmo conforto. Para o segmento residencial, o RCCTE introduz igualmente a obrigatoriedade de utilização de sistemas solares térmicos para a produção de águas quentes sanitárias (AQS), enquanto promovendo a aplicação de outras tecnologias de energias renováveis. O desempenho energético dos edifícios de serviços é adicionalmente regulado pelo Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização em Edifícios (RSECE, Decreto-Lei 79/2006). Os edifícios estão actualmente sujeitos a serem classificados energeticamente, no âmbito do Sistema Nacional de Certificação Energética e Qualidade do Ar Interior (SCE, Decreto-Lei 78/2006).
Os Workshops Arquitectura e Sustentabilidade Energética pretendem elaborar sobre as bases de conhecimento que permitirão ao arquitecto vir a prosseguir, de um modo sistemático, inteligível e consequente, objectivos de sustentabilidade energética como uma das directrizes base do processo arquitectónico, desde os primeiros esquiços até ao projecto de execução. Futuramente, esta base será necessária para que o arquitecto possa aprofundar os seus conhecimentos em formações específicas mais detalhadas.
WORKSHOP 1 - 18 Junho (Manhã 09h30-13h30)
Introdução à Sustentabilidade Energética na Arquitectura
Objectivo
Introduzir os conceitos base que enquadram a sustentabilidade energética no processo arquitectónico.
Duração
4 horas
Conteúdo programático
Parte 1
· O que é energia?
· Que formas pode a energia assumir?
· Qual a diferença entre energia primária e energia útil?
· Qual a importância dos edifícios no consumo de energia em Portugal?
Parte 2
· A termodinâmica como ciência que descreve a resposta de um sistema (e.g. um edifício) a alterações na sua vizinhança.
· Leis da Termodinâmica.
· O balanço de energia a um edifício.
· Definições e implicações sobre o conforto térmico.
WORKSHOP 2 - 18 Junho (Tarde 14.30h-18.30h)
Energia em edifícios. Considerações sobre os sistemas de energia passivos e activos
Objectivo
Relacionar o impacto do projecto de arquitectura no desempenho energético de edifícios.
Duração
4 horas
Conteúdo programático
Parte 1
· Introdução ao comportamento passivo de um edifício;
· Radiação solar;
· Transferências de calor através da envolvente exterior;
· Ventilação e Infiltrações;
· Ganhos internos de calor;
· Iluminação natural;
· Resposta dinâmica de um edifício.
Parte 2
· Definição de sistemas activos de energia;
· Aquecimento e arrefecimento ambiente;
· Preparação de águas quentes sanitárias;
· Ventilação mecânica;
· Iluminação artificial.
Parte 3
· Sistemas de distribuição de calor e frio em edifícios.
WORKSHOP 3 - 26 Junho (Manhã 09h30-13h30)
Enquadramento Legal e Certificação Energética de Edifícios: Sistemas Regulamentares e Voluntários
Objectivo
Identificar as implicações no projecto de arquitectura decorrentes da aplicação de sistemas de certificação energética (obrigatórios e voluntários) e promoção de energias renováveis.
Duração
4 horas
Conteúdo programático
Parte 1
· Enquadramento legal comunitário e nacional relativo ao desempenho energético de edifícios: Directiva Europeia 2002/91/CE; SCE, RCCTE e RSECE.
Parte 2:
· Sistemas Voluntários de Certificação Energética.
Parte 3:
· Mecanismos de promoção de energias renováveis em edifícios.
WORKSHOP 4 - 26 Junho (Manhã 14h30-18h30)
Ferramentas de apoio às questões de sustentabilidade energética no projecto de arquitectura
Objectivo
Apresentar ferramentas com diferentes níveis de complexidade que permitem quantificar o desempenho energético em diferentes fases do projecto de arquitectura.
Duração
4 horas
Conteúdo programático
Parte 1:
· Tipologia e aplicabilidade de ferramentas. Do simples ao complexo.
Parte 2:
· Introdução às principais ferramentas de análise e simulação do comportamento passivo do edifício.
Parte 3:
· Introdução às principais ferramentas de análise e simulação dos sistemas de energia activos.
Parte 4:
· Introdução às principais ferramentas de análise e simulação dos sistemas de iluminação.
HORÁRIO
09.30h às 13.30h – Workshop 01 e Workshop 03
14.30h às 18.30h – Workshop 02 e Workshop 04
INSCRIÇÃO (Valores indicados para cada um dos Workshops)
Inscrição em 2 Workshops - 5% desconto
Inscrição em 4 Workshops - 10% desconto
Estagiário ou Estudante – 75,00 €
Membro da OA – 100,00 €
Outros – 125,00 €
Os membros da OA que não tenham as quotas em dia [na altura da inscrição da respectiva acção de formação] pagam este valor.
Nº mínimo de inscrições - 25
Nº máximo de inscrições – 90
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